Mostrando postagens com marcador Pequenas Poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pequenas Poesias. Mostrar todas as postagens
domingo, 1 de outubro de 2017
sábado, 18 de março de 2017
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
O que nos leva a escolher fazer coisas certas e não erradas? (Ética para infantes)
Platão, quase quatrocentos anos antes de Cristo,
já nos contava (na verdade contava aos seus contemporâneos) a história de um
pastor que encontrou um anel mágico e quando usava o anel, ficava invisível. O
pastor era bom e honesto, mas será que o pastor “de Platão” resistiu à tentação
de fazer tudo o que quisesse, mesmo que algo fosse errado, já que ninguém
poderia descobrir?
A história de Platão chama-se: O anel de
Giges, onde um determinado anel tornaria que o usasse invisível sempre
que desejasse… É um anel mágico, que um pastor encontra por acaso. Basta virar
a pedra do anel para dentro da palma para se tornar totalmente invisível, e
virá-la para fora para ficar novamente visível… Giges, que antes era
tido como um homem honesto, não foi capaz de resistir às tentações a que esse
anel o submetia: aproveitou seus poderes mágicos para entrar no palácio,
seduzir a rainha, assassinar o rei, tomar o poder, exercê-lo em seu único e exclusivo
benefício. Platão – o filósofo - conclui
que o bom e o mau, ou os assim considerados, só se distinguem pela prudência ou
pela hipocrisia, em outras palavras, por e pelo quanto o ser humano consegue
esconder e dissimular suas atitudes erradas...
Isso equivale a sugerir que a moral não passa de
uma ilusão, de uma mentira, de um medo maquiado de virtude. Bastaria poder
ficar invisível para que toda proibição sumisse e que, para cada um, não
houvesse mais que a busca do seu prazer ou do seu interesse egoístas.
Imagine aquele motorista que só para no sinal
vermelho quando há um guarda controlando, o outro que não excede o limite de
velocidade só no trecho que tem radar, ou aquele que consome bebida alcoolica e
mesmo assim dirige, só porque não há blitz nesse dia. Será que essas pessoas só
se preocupam com a vida quando há alguém vigiando? Se não tivesse lei, nem
guarda, nem câmeras: você sempre faria o que é certo?
Entretanto existem coisas “só um pouquinho
erradas”?
É certo fazer essas coisas um pouco erradas se
você também não puder ser pego?
Você faz as coisas certas porque gosta, ou por
causa da opinião dos outros?
Fazer coisas boas e corretas deixa você mais
feliz? Por quê?
Se achasse uma carteira com dinheiro, ou se fosse
comprar seu biscoito favorito e recebesse um pacote a mais. Mesmo sem ninguém
vendo, você se sentiria melhor devolvendo ou ficando com essas coisas? Por quê?
Se num dia de prova, o professor tivesse que sair
da sala por alguns minutos, o que você faria? Praticaria uma transgressão,
abrindo o caderno para olhar a matéria?
Será que você somente faz as coisas certas na escola, quando o professor
está tomando conta?
Pense sobre as escolhas que temos que fazer a
toda hora, a cada instante de nossas vidas.
Não se trata de dirigir o tema para lições
moralistas sobre o que é certo ou errado. Explicar o porquê de seus atos e suas
escolhas, refletir sobre os valores, de que não há respostas certas ou erradas.
O mais importante são as perguntas que fazemos para nós mesmos e as atitudes
que tomamos com essas “perguntas”.
Quem diz o que é bom ou mau, certo ou errado? Se
somos livres, o que nos leva a escolher entre o bem e o mal? A lei, ou a nossa
consciência? Quem é o juiz da sua vida: Deus? Sua família? Você mesmo?
Muitas vezes as crianças dizem “Eu faço isso,
porque afinal todo mundo faz”. Ora, porque todo mundo faz, algo passa a ser
correto?
Se “ser ético” é um aprendizado de toda uma vida,
então como se ensinar ética?
Ensina-se aquilo que se é. Ética se transmite. O
que será apreendido e processado pelos filhos não é o que advém de um discurso
verbal, de uma pregação ou de um sermão, mas sim o que eles captam no
pensamento e na ação de seus pais.
Não se trata de ensinar o filho a ser “bonzinho”,
pois ele corre o risco de ser bobo, mas sim de torná-lo um ser responsável por
suas ações, desde os primeiros tempos de vida. Como pais, cumpre dar exemplo de
autonomia e liberdade interna para fazer escolhas e assumir posições e se
responsabilizar por elas. Uma pessoa só
é ética quando se orienta por princípios e convicções.
As crianças precisam ser ensinadas a “ver a verdade”
e sobretudo respeitar “a verdade”.
“Eu não
quero que meu filho minta” — essa é a expressão do desejo de todos os pais.
Mas quando um filho percebe que os pais estão
mentindo...por exemplo: Quantas pessoas, quando toca o telefone, dizem para o
filho: “Fala que eu não estou”? Quantas vezes as pessoas ensinam uma coisa e
praticam outra? Quantas vezes se lida com a ética como se ela fosse algo
maleável, adaptável a cada contexto?
Mentindo, os adultos ensinam seus filhos a
mentir, pois eles perdem a referência do que é certo ou errado. Nada justifica
uma mentira, não existem “mentirinhas”, mentiras “piedosas” nem mentiras
“politicamente corretas” — todas fazem mal. É falso tentar fazer separações entre
mentira boa e mentira ruim. Toda mentira já por si só é ruim. E isso precisa
ser transmitido às crianças. Falar a verdade implica ser honesto consigo mesmo
e com os outros e assumir as consequências de seus atos. Essa é a base da ética
o que é certo e o que é errado, o que faz bem e o que faz mal. Ser ético é ser
responsável.
Outro ponto importante é “saber” que diferente não é sinônimo de errado.
Diferente é apenas diferente. Isso nos ajuda a perceber que você pode ter
amigos respeitando eticamente as diversidades
de raça, crença, sexo, nacionalidade. Fica difícil para uma criança ter o
aprendizado da ética quando os pais, em casa, zombam de uma pessoa por ser de
raça ou nacionalidade diferente.
No esporte também se forma a ética da criança
(lembre-se sempre: a criança é o futuro adulto). Vencer sempre será nosso objetivo.
Para isso se faz a contenda, entretanto jamais se deve admitir ganhar mediante fraude
ou algum tipo de trapaça. “Jogo é jogo” é um dito popular, que reafirma que deve
ganhar o melhor ou quem teve mais sorte.
E não existe melhor vitória, do que a conquistada
graças as nossas virtudes! Essa é única vitória que vale!
Infelizmente nossa época é pobre em ética.
Modelos de corrupção, de indignidade, de desonestidade, de sonegação são
numerosos em nossa sociedade. Porém, a ética é essencial, ao que princípios e
valores sempre foram e continuarão a ser o que caracteriza a humanidade no
homem e continuarão imprescindíveis para nos manter o minimamente civilizado.
Não nascemos com moral e ética. Tornamo-nos
éticos e com moral ao longo de nossas vidas...E quanto antes começamos: melhor!
quinta-feira, 23 de abril de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Charlie Hebdo
Capa de julho de 2013 mostra muçulmano sendo alvejado e trazia a frase
"o Corão é uma merda" e o aviso: "ele não para balas".
Sobre o triste episódio terrorista no jornal de humor francês Charlie Hebdo, o qual reproduzo uma de suas capas acima, muito foi dito, em sua maioria contra os fanáticos muçulmanos, porém, os temos também em outras frentes, tanto ocidentais como orientais, sempre reprováveis, em qualquer tipo que seja de fanatismo ou censura. Valho-me de Voltaire:"Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo".
O blogueiro fera da escrita Marcelo Carvalho, reproduziu texto de Carlos Brickmann do Observatório da Imprensa - que endosso 100% - com um título que tudo diz: "Cuidar da própria vida".
E ela segue, tanto que ainda gosto muito de Cat Stevens...
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Ano Novo (Old Man - Neil Young)
Velho, olhe para a minha vida
Eu sou um pouco do que você era
Velho, olhe para a minha vida
Eu sou um pouco do que você era
sexta-feira, 18 de abril de 2014
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Utopia e Barbárie
O direito de sonhar, que é o pai e a mãe de todos os direitos... (Eduardo Galeano)
Ontem, zapeando (se a
palavra é esta, que palavra! Como diria Hélio Fernandes) com o controle remoto,
deparei com esta poesia em forma de luz e som: Utopia e Barbárie. Ainda há vida
na nossa televisão, além dos “plim-plim” e “quem quer dinheiro?”.
Bem, eu também quero,
mas a vida não é somente o vil metal, também, como cantaram os Titãs, “diversão e
arte”, pois não devemos “vivê-la pela metade”.
O filme é resultado de
um trabalho de quase 20 anos do cineasta Sílvio Tendler que partindo da II
Guerra Mundial, fez uma revisão nos eventos políticos e econômicos desde a
metade do século XX. O filme percorre ao todo 15 países: França, Itália,
Espanha, Canadá, EUA, Cuba, Vietnã, Israel, Palestina, Argentina, Chile,
México, Uruguai, Venezuela e Brasil. Em cada um desses lugares, Tendler
documentou os protagonistas e testemunhas da História, apresentando-os de forma
apartidária, trafegando por alguns dos episódios mais polêmicos do último
século, como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o Holocausto, a Revolução de
Outubro, o ano de 1968 no mundo (Brasil, França, Chile, Argentina, Uruguai,
dentre outros), e a nossa velha conhecida Operação Condor.
Enfim, descreve o
desmonte das utopias da geração sonhadora de 1968 e
analisa a criação de (possíveis?) novas utopias neste mundo globalizado.
Assinar:
Postagens (Atom)



