O “risco sistêmico”, tão apregoado nas cartilhas dos
economistas, Harvey traduz em linguagem marxista como “contradições internas da
acumulação do capital”...
sábado, 9 de fevereiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
História da Matemática
Em 2008, fiz um comentário o sítio do Fausto Wolff,
editado pelo Pirata, também conhecido como Marcelo Carota:
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Como querer que o povo entenda de macroenonomia,
se nem entende de microeconomia, ou seja, olhar um pouco para o próprio bolso,
a famosa "Teoria do Consumidor", isto sem levar em conta, que a
teoria de Nash (aquele abilolado do filme Uma Mente Brilhante ) tem pouco mais
de 50 anos...Ou seja faz pouco que aprendemos a cruzar oferta com demanda...O
populacho só quer saber de quanto pode sair do seu bolso, sem nem imaginar o
quanto o juros F todo mundo...Vejo (leio) muita bobagem, quanta confusão entre
conceitos financeiros, contábeis e econômicos, tudo misturado num balaio só,
enquanto os doutores vomitam esta "pseudo-economia" goela abaixo de
quem nem sabe matemática direito.
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Este me incentivou ao blog e primeiras postagens , quando passados estes 5 aninhos, ainda penso na relação que existe entre
o conhecimento matemático, o poder de quem detém este conhecimento e a
ignorância em geral do populacho.
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Os numerais arábicos chegaram à Europa através
das mãos de Leonardo di Pisa e/ou Fibonacci. Inicialmente, eles foram olhados
com muita desconfiança porque, sendo tão fáceis de usar, poderiam ser aplicados
em fraudes de maneira igualmente fácil, ou melhor, as autoridades também temiam
que sua simplicidade desvelaria a fachada assustadora da Matemática para as
massas e minaria desta forma o poder da elite.
Ou seja fica claro que desde a Idade Média já se
usava o conhecimento e a educação como instrumentos de opressão...
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Os vídeos abaixo, são daqueles raros que
passam na TV (paga off course), não
alienantes, que junto com o livro de Malba Tahan: “O homem que calculava”( grátis em *pdf ), são auxílios luxuosos para a molecada crescer fugindo da
alienação. Vá lá e descubra o que são os juros compostos...
História da Matemática: Parte 1
História da Matemática: Parte 2
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Começando 2013 com Schopenhauer
“Neste mundo, onde se joga com dados chumbados, um homem precisa de
um temperamento de ferro, com armadura à prova dos golpes do destino, e
armas para enfrentar os homens. A vida é uma longa batalha; temos que
combatê-la a cada passo; e Voltaire diz com toda razão que, se temos
sucesso, é à ponta da espada, e que morremos com a arma na mão.”
domingo, 16 de dezembro de 2012
Por que helicópteros, jatinhos e iates não pagam impostos no Brasil?
Na publicação de
março/2012, do “Jornal dos Economistas”, João Sicsú escreveu interessante texto
sobre a questão tributária nacional, perguntando e titulando o artigo: “Quem
paga imposto no Brasil?”.
Entre as respostas e
questionamentos, pesquei o título desta postagem, onde Sicsú informa que nossa
Constituição consagra aos estados e ao Distrito Federal, a competência para
instituir imposto sobre a propriedade de veículos automotores, nosso conhecido
IPVA.
O problema surgiu quando se tentou estender este imposto para os jatinhos e iates, a questão foi
brecada pelo Superior Tribunal Federal, com o relator Gilmar Mendes entendendo
que não poderia se cobrar tal imposto, dando obviamente suas explicações e
argumentos jurídicos. Além deste o Ministro Cezar Peluzzo também foi voto
contrário, afirmando “se houvesse pretendido abrangê-las, a Constituinte
deveria ter sido específica”.
Porém o STF não vota
somente favorável aos mais ricos, os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio,
entenderam que poderia ser cobrado o imposto, abraçando a causa que era uma
questão de justiça tributária e social, já que seriam proprietários destes bens,
os indivíduos ricos e milionários (haveria uma especificação para barcos
pesqueiros, que não receberiam a cobrança).
Sicsú informa alguns
números: a cidade de São Paulo, só perde para a cidade de New York em relação à
frota de helicópteros, quando em 2009 contava com aproximadamente 1.400 destes
pássaros e o mercado de lanchas e iates, movimentou somente em 2010, cerca de 1
bilhão de reais, com uma demanda de 150 unidades adicionais por ano.
Está em curso no
Senado, uma proposta de emenda a Constituição, com a expressão: “propriedade de
veículos automotores, embarcações e aeronaves”, porém, o luxo ainda continua
sem pagar imposto, que não resolveria nosso descompasso social, mas que
ajudaria, ajudaria.
Por enquanto o luxo é taxa zero.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
David Harvey e "O Enigma do Capital"
site de David Harvey (clique no link)
“Este é um livro sobre o fluxo do
capital (...) é graças a este fluxo que nós, que vivemos no capitalismo,
adquirimos nosso pão de cada dia (...) se interrompemos, retardamos, ou pior,
suspendemos o fluxo, deparamo-nos com uma crise.” (David Harvey, O Enigma do
Capital – Introdução)
domingo, 2 de dezembro de 2012
Felipão tem todo o apoio do Banco Itaú...
No recente episódio do treinador de boleiros Felipão, imputar aos funcionários do Banco do Brasil a pecha de "não fazerem nada", faz todo o sentido, em nosso mundinho da livre concorrência, vide o patrocínio da CBF, leia-se: quem paga pelo menos parte do salário do Sr. Felipão é o Banco Itaú, que muito vem perdendo com a inexorável redução dos spreads bancários.
Na foto acima, ainda vemos o Sr. Mano Menezes usando o agasalho repleto de patrocínios. Brevemente veremos os Sr. Felipão, todo pimpão, exibindo o Itaú nos ombros...
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Bodhidharma (O mundo não é somente economia)
Até hoje, a história da origem das artes marciais orientais, não se
encontra totalmente elucidada e talvez nem seja, já que são ancestrais
demais seus fundamentos. Uma das versões (resumida), é que um monge
indiano, chamado Bodhidharma, numa de suas viagens, hospedou-se no
templo Shaolin e lá transmitiu alguns de seus ensinamentos, que seriam
uma espécie de ginástica, para fortalecer o corpo, no intuito de
resistir aos enormes períodos de meditação. Essa dita ginástica, seriam
movimentos inspirados nos próprios movimentos dos animais. Todo o resto
desenvolvido, foi a partir daí...Esta é uma versão de "origem" chinesa,
existem outras, de origens japonesa, coreana, tailandesa, etc. Mas o que
eu queria mesmo era (re) lembrar uma história atribuída a este monge,
Bodhidharma. O caçula dos três filhos de um rei, aos oito anos já
afirmavam ser um iluminado, situam sua vida lá pelo ano de 500 DC e esta
precocidade nos lembra as histórias do Nazareno (que acabei lembrando
por conta do filme de Saramago e seu outro livro-O Evangelho Segundo
Jesus Cristo). Havia um velho monge (sempre há) que servia de tutor aos
três príncipes e certa vez, de posse de um imenso diamante, presente do
rei, perguntou se conheciam algo mais valioso que aquela pedra? O
príncipe mais velho e o "do meio" responderam que não havia, que somente
o mestre poderia ter aquele belo presente e outras bajulações
semelhantes ao que o pequeno Bodhidharma disse: - Realmente meus irmãos
estão certos, pois é um belo tesouro, mas compreender o valor, é uma
sabedoria sem preço, portanto compreender que um diamante vale muito
mais que um caco de vidro, é de grande valia tanto quanto a pedra em
si.Porém, é um conhecimento vazio, tratando-se apenas do conhecimento
material do mundo, a verdadeira sabedoria consiste em compreender-nos a
nós mesmos.
Assim como as artes marciais, no fundo, são galhos da mesma árvore, escutamos tantas histórias (similares) das religiões, que nos levam a crer o mesmo. Quantas histórias do pequeno "Bodhi" são similares as do pequeno filho de Maria ou do jovem Sidarta?
Outro aspecto é a colocação do pequeno Buda quanto ao valor, tanto do vidro, como do diamante e do conhecimento. Observa-se um importante rascunho da teoria econômica de utilidade marginal, para desgosto dos que colocam todas as fichas na teoria de valor de Marx, mas isso é outra história, afinal eu já misturei demais alhos com bugalhos...
Assim como as artes marciais, no fundo, são galhos da mesma árvore, escutamos tantas histórias (similares) das religiões, que nos levam a crer o mesmo. Quantas histórias do pequeno "Bodhi" são similares as do pequeno filho de Maria ou do jovem Sidarta?
Outro aspecto é a colocação do pequeno Buda quanto ao valor, tanto do vidro, como do diamante e do conhecimento. Observa-se um importante rascunho da teoria econômica de utilidade marginal, para desgosto dos que colocam todas as fichas na teoria de valor de Marx, mas isso é outra história, afinal eu já misturei demais alhos com bugalhos...
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