sábado, 16 de fevereiro de 2013

Les crises industrielles en Angleterre:Tugan-Baranovsky



Alguns livros raros de economia são fundamentais para a compreensão de nosso sistema. Raros, pois além de difícil acesso, não foram traduzidos para nosso idioma. Exemplos são “A Treatise on Money” de Keynes, obra anterior ao seu trabalho maior, A Teoria Geral do Juro e da Moeda, mas também interessante por conta de alguns insights não explorados neste último. Porém pior é o caso de Tugan-Baranovsky, que o seminal Les crises industrielles en Angleterre, escrito em 1913, que mesmo em nossas faculdades é abordado quando muito, por aquele professor “esquisito” de idéias um tanto à esquerda...

Mas a internet nos salva, com sites como a American Libraries, disponibilizando o livro para quem tiver um pouquinho de francês e coragem para descobrir algumas verdades...




sábado, 9 de fevereiro de 2013

Crises do Capitalismo (David Harvey) RSAnimate - legendado



O “risco sistêmico”, tão apregoado nas cartilhas dos economistas, Harvey traduz em linguagem marxista como “contradições internas da acumulação do capital”...
 



domingo, 13 de janeiro de 2013

História da Matemática


Em 2008, fiz um comentário o sítio do Fausto Wolff, editado pelo Pirata, também conhecido como Marcelo Carota:
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Como querer que o povo entenda de macroenonomia, se nem entende de microeconomia, ou seja, olhar um pouco para o próprio bolso, a famosa "Teoria do Consumidor", isto sem levar em conta, que a teoria de Nash (aquele abilolado do filme Uma Mente Brilhante ) tem pouco mais de 50 anos...Ou seja faz pouco que aprendemos a cruzar oferta com demanda...O populacho só quer saber de quanto pode sair do seu bolso, sem nem imaginar o quanto o juros F todo mundo...Vejo (leio) muita bobagem, quanta confusão entre conceitos financeiros, contábeis e econômicos, tudo misturado num balaio só, enquanto os doutores vomitam esta "pseudo-economia" goela abaixo de quem nem sabe matemática direito.
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Este me incentivou ao blog e primeiras postagens , quando passados estes 5 aninhos, ainda penso na relação que existe entre o conhecimento matemático, o poder de quem detém este conhecimento e a ignorância em geral do populacho.
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Os numerais arábicos chegaram à Europa através das mãos de Leonardo di Pisa e/ou Fibonacci. Inicialmente, eles foram olhados com muita desconfiança porque, sendo tão fáceis de usar, poderiam ser aplicados em fraudes de maneira igualmente fácil, ou melhor, as autoridades também temiam que sua simplicidade desvelaria a fachada assustadora da Matemática para as massas e minaria desta forma o poder da elite.
Ou seja fica claro que desde a Idade Média já se usava o conhecimento e a educação como instrumentos de opressão...
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Os vídeos abaixo, são daqueles raros que passam na TV (paga off course), não alienantes, que junto com o livro de Malba Tahan: “O homem que calculava”( grátis em *pdf ), são auxílios luxuosos para a molecada crescer fugindo da alienação. Vá lá e descubra o que são os juros compostos...

História da Matemática: Parte 1

História da Matemática: Parte 2

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Começando 2013 com Schopenhauer


“Neste mundo, onde se joga com dados chumbados, um homem precisa de um temperamento de ferro, com armadura à prova dos golpes do destino, e armas para enfrentar os homens. A vida é uma longa batalha; temos que combatê-la a cada passo; e Voltaire diz com toda razão que, se temos sucesso, é à ponta da espada, e que morremos com a arma na mão.” 

Arthur Schopenhauer, Conselhos e Máximas, 1851.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Por que helicópteros, jatinhos e iates não pagam impostos no Brasil?




Na publicação de março/2012, do “Jornal dos Economistas”, João Sicsú escreveu interessante texto sobre a questão tributária nacional, perguntando e titulando o artigo: “Quem paga imposto no Brasil?”.
Entre as respostas e questionamentos, pesquei o título desta postagem, onde Sicsú informa que nossa Constituição consagra aos estados e ao Distrito Federal, a competência para instituir imposto sobre a propriedade de veículos automotores, nosso conhecido IPVA.

O problema surgiu quando se tentou estender este imposto para os jatinhos e iates, a questão foi brecada pelo Superior Tribunal Federal, com o relator Gilmar Mendes entendendo que não poderia se cobrar tal imposto, dando obviamente suas explicações e argumentos jurídicos. Além deste o Ministro Cezar Peluzzo também foi voto contrário, afirmando “se houvesse pretendido abrangê-las, a Constituinte deveria ter sido específica”.

Porém o STF não vota somente favorável aos mais ricos, os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio, entenderam que poderia ser cobrado o imposto, abraçando a causa que era uma questão de justiça tributária e social, já que seriam proprietários destes bens, os indivíduos ricos e milionários (haveria uma especificação para barcos pesqueiros, que não receberiam a cobrança).

Sicsú informa alguns números: a cidade de São Paulo, só perde para a cidade de New York em relação à frota de helicópteros, quando em 2009 contava com aproximadamente 1.400 destes pássaros e o mercado de lanchas e iates, movimentou somente em 2010, cerca de 1 bilhão de reais, com uma demanda de 150 unidades adicionais por ano.

Está em curso no Senado, uma proposta de emenda a Constituição, com a expressão: “propriedade de veículos automotores, embarcações e aeronaves”, porém, o luxo ainda continua sem pagar imposto, que não resolveria nosso descompasso social, mas que ajudaria, ajudaria. 

Por enquanto o luxo é taxa zero.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

David Harvey e "O Enigma do Capital"


site de David Harvey (clique no link)



“Este é um livro sobre o fluxo do capital (...) é graças a este fluxo que nós, que vivemos no capitalismo, adquirimos nosso pão de cada dia (...) se interrompemos, retardamos, ou pior, suspendemos o fluxo, deparamo-nos com uma crise.” (David Harvey, O Enigma do Capital – Introdução)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Felipão tem todo o apoio do Banco Itaú...


No recente episódio do treinador de boleiros Felipão, imputar aos funcionários do Banco do Brasil a pecha de "não fazerem nada", faz todo o sentido, em nosso mundinho da livre concorrência, vide o patrocínio da CBF, leia-se: quem paga pelo menos parte do salário do Sr. Felipão é o Banco Itaú, que muito vem perdendo com a inexorável redução dos spreads bancários.

Na foto acima, ainda vemos o Sr. Mano Menezes usando o agasalho repleto de patrocínios. Brevemente veremos os Sr. Felipão, todo pimpão, exibindo o Itaú nos ombros...