segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Algumas boas apostas



Ação
mai/13
jul/13
out/13
%
$$$
Brookfield
1,88
nihil
1,59
-15%
-154,26
Sid Nacional
7,32
nihil
9,78
34%
336,07
Bb Seguridade
17,00
nihil
21,60
27%
270,59
Gerdau
15,30
nihil
16,90
10%
104,58
MRV
nihil
6,90
9,31
35%
349,28
Gafisa
nihil
2,97
3,70
25%
245,79
JBS
nihil
6,67
7,67
15%
149,93


Quem acompanhou meus posts sobre ações desde maio e acreditou, me deve uma boa comissão sobre os caraminguás que arrecadou.

Veja que nem todas as apostas foram vencedoras, mas na maioria renderam bons frutos.

Comparando, se você tivesse colocado 1.000,00 em cada papel, contra 7.000,00 na velha poupança, teria ganho 177,00 (0,5% am) nesta última contra 1.302,00 especulando na Bolsa...

E olha, que não estou nem falando dos dividendos pagos pela BB Seguridade, Siderúrgica e Gerdau, que são boas nestes quesitos.

sábado, 5 de outubro de 2013

Rosa Luxemburgo


O cinema pode ser realmente a sétima arte. Porém, por que filmes como o filme acima não passam no Brasil? Escrevo porque poucos minutos deste valem por 1000 “Missões Impossíveis”. O discurso de Rosa (veja o discurso em 57:22) tem mais ação do que o agente Ethan Hunt pulando de um prédio em chamas.

Durante muito tempo, o diretor alemão Rainer Werner Fassbinder planejou dirigir um filme sobre a vida de Rosa Luxemburgo. Em 1982, quando ele morreu, Margarethe von Trotta completou, com Die Geduld der Rosa Luxemburg sendo lançado em 1986. Passou por aqui? Está nas locadoras? Ou como gosto de escrever: A quem interessa tanta alienação? 

Tomei conhecimento do trabalho de Rosa, somente por citação en passant da mesma na faculdade, como normalmente ocorre com autores que se aprofundam nas obras de Marx. Coube ao meu instinto curioso, procurar e achar o excelente “A Acumulação do Capital”, que defende a tese de que a necessidade de expansão permanente do capitalismo é a causa básica do imperialismo – a submissão econômica dos países de economia atrasada aos altamente industrializados. 

Rosa faz uma exposição histórica do problema de reprodução e acumulação do capital, tentando inclusive resolver algumas das colocações que não foram aprofundadas por Marx (questões do Livro II de O Capital – parece que aquilo que foi publicado após sua morte ficou um tanto incompleto, sem o parecer ou conclusão final do próprio Marx).

Mas o que (também) admiro nesta mulher, é sua crítica ao dogmatismo, particularmente nos primórdios da Revolução Russa, quando disse, referindo-se à ditadura estabelecida pelos bolcheviques (apesar do seu apoio a mesma), em 1917: “Liberdade apenas para os que apóiam o governo, apenas para os membros do partido, não importando quantos sejam, não é absolutamente liberdade. Liberdade é sempre e exclusivamente a liberdade de quem diverge do nosso modo de pensar”.


Rosa Luxemburgo defendeu a liberdade entre 1870 e 1919, quando foi fuzilada por oficiais monarquistas alemães.
 

sábado, 28 de setembro de 2013

Engels, o bom companheiro

A foto ao lado não faz justiça ao alegre Friedrich, pois foi caçada no Google, onde já o encontramos no inexorável naufragar da velhice. Assim não nos leva a imaginar um homem que gostava de esgrima, de cavalgar numa caçada e que atravessava a nado o rio Weser quatro vezes, sem intervalos para descanso.

Mas não só de valores físicos ele foi agraciado pela mãe natureza: Inteligente, dizem que gaguejava em vinte idiomas, tendo somente dificuldade com o árabe, em vista de suas quatro mil raízes verbais.

Gostava dos prazeres burgueses da vida, bom no carteado, tinha excelente paladar para bons vinhos, alto, elegante e bonito, tinha passagem certa na cama de várias damas, tanto as do proletariado, como da alta sociedade londrina.

Quando jovem, demonstrou um incurável pendor para a poesia, que seu pai beato, calvinista e rico industrial não tolerou, despachando-o para Bremen, a fim de morar com um clérigo e aprender finanças e comércio, pois segundo seu pai: Religião e ganhar dinheiro eram excelentes remédios para almas românticas.

Assim, Engels começou sua vida dupla, de um lado o perspicaz negociante e respeitável figura da Bolsa de Valores de Manchester, de outro o leitor voraz de novas idéias revolucionárias, sujeito de alma rebelde, um inconformado com a ordem existente, onde a classe operária vivia em estado de miséria e desespero, se dopando com gim e evangelismo, para agüentar uma vida sem esperança.

Foi quando publicou: The Condition of the Working Class in England in 1844, o mais terrível libelo que já se ergueu contra as favelas do mundo industrial e chamou a atenção de outro jovem, mais radical ainda, chamado Karl. Amigos inseparáveis, Engels abasteceria toda sua vida, com cheques e generosas doações à família Marx, além de em grande gesto de camaradagem, ter assumido como seu filho, uma incursão que o jovem Karl fez na classe operária fora do casamento, quando engravidou a própria empregada de sua família..
.
Ele visionariamente escreveu: “... as causas finais das mudanças sociais e das revoluções políticas devem ser vistas, não na mente dos homens nem em seu crescente impulso em direção da eterna verdade e justiça, mas sim nas mudanças das maneiras de produção e de troca; devem ser vistas não por meio da filosofia, mas sim da economia...”.

sábado, 14 de setembro de 2013

Pequeno Tratado do Decrescimento Sereno




O autor questiona a “lógica do crescimento sistemático e irrestrito” (introdução), de certa forma, alinhando seu discurso aos economistas austríacos (e alguns monetaristas): “Compram-se a prazo o carro, a casa, a geladeira, o sobretudo, os sapatos. Uma hora, contudo, será preciso pagar a conta” (apud Paul Hazard, p. 1), porém, não é assim a lógica do sistema? “A crise não é uma falha do sistema, mas a forma pela qual ele funciona”, mais uma vez citando Heilbroner.

“Sabe-se que a mera diminuição da velocidade de crescimento mergulha nossas sociedades na incerteza” (p.5) e vemos isso quase que diariamente, quando notícias de desaceleração na economia chinesa ou no mercado consumidor, leva negativamente junto os índices das bolsa de valores de “todo o mundo”, ocorrendo um derretimento dos ativos.

Desenvolvimento sustentável seria “ao mesmo tempo um pleonasmo na definição e de um oximoro no conteúdo”, porque “o desenvolvimento já é um self-sustaining qrowth (crescimento sustentável por si mesmo” segundo Rostow, daí o pleonasmo e oximoro porque “o desenvolvimento não é duradouro”, consequentemente não é sustentável! (p.8)

O autor relembra que este questionamento remonta a Malthus (p.13), firmando que “quem acredita que um crescimento infinito é possível em um mundo finito, ou é louco ou é economista” (apud Kenneth Bouldind, p. 16). “Nosso crescimento econômico excessivo choca-se com os limites da finitude da biosfera” (p. 27)

Apud Bernard Maris (p. 16), tal qual Schumpeter, nos diz que “toda a atividade dos comerciantes e dos publicitários consiste em criar necessidades (...) [exigindo] uma taxa de rotatividade e de consumo”

“Três ingredientes são necessários para que a sociedade de consumo possa prosseguir na sua ronda diabólica: a publicidade, que cria o desejo de consumir, o crédito, que fornece os meios; e a obsolescência acelerada e programada dos produtos” (p.17-18)

“A publicidade constitui o segundo maior orçamento mundial depois da indústria de armamentos” (p. 18), “mais de 500 bilhões de despesas anuais”, considerando o conjunto do globo.

Os modernos aparelhos são programados para quebrar, atestamos isso quando percebemos que “em prazos cada vez mais curtos, os aparelhos e equipamentos, as lâmpadas elétricas, [enfim, tudo] entra em pane devido a uma falha intencional de um elemento, sendo na maioria das vezes “impossível encontrar uma peça de reposição ou alguém quem conserte” (p. 21).

“A uma taxa de crescimento de 3%, multiplica-se o PIB por 20 num século, por 400 em dois séculos, por 8 mil em três séculos! Se este crescimento produzisse mecanicamente o bem- estar, deveríamos viver hoje num verdadeiro paraíso” (p.25).

A solução para o autor, teria que acontecer inexoravelmente pela via da redistribuição, com uma “reestruturação das relações sociais”, seja entre Norte e Sul, classes sociais e gerações. Esta reestruturação/redistribuição teria um “efeito positivo sobre a redução do consumo”, pois diminuiria a “incitação ao consumo ostentatório”, quando na ótica de Thorstein Veblen (uma idéia que ao extremo desampararia o conceito de lutas de classes marxista) “o desejo de consumir depende menos da existência de uma necessidade do que do desejo de afirmar seu status imitando o modelo daqueles que estão acima de nós” (p. 48)

Latouche, Serge. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Crescimento Econômico



“Propor o crescimento econômico de forma exponencial só pode ser coisa de um idiota, ou de um economista” - Kenneth Boulding.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Subida do Dólar e algumas apostas (positivas e negativas)...



As noticias positivas da economia americana, vem levando o FED a redução de estímulos e com isso a montanha de dólares que inunda o planeta vem sendo enxugada. Hoje temos as primeiras notícias boas vindo da Europa, com sinais positivos após seis trimestres consecutivos de recessão e sobretudo muito medo.

Afastada as conjecturas do “fim” do Euro e com o dólar mais forte do que nunca, o que esperar da nossa combalida economia?

Por aqui a Petrobrás vem sendo sangrada, custeando parte da gasolina de nossas ruas, e com o maior peso sobre nossas divisas, talvez o Governo não banque mais integralmente esta conta, com isso, os papéis da empresa poderiam recuperar um pouco o prejuízo que vem dando aos sócios, mês após mês...

Gerdau, tem boa parte de seu lucro dolarizado, enquanto seus custos não, assim, seria uma boa aposta para este segundo semestre, contrariamente a Usiminas, que funciona de forma oposta.

Hoje, de forma indiscriminada, as ações do setor imobiliário tiveram as maiores altas, cabe buscar explicações? Quais são os sinais de este mercado está forte e sadio? Pelo contrário, olhando seus balanços, todas as empresas estão com seu Patrimônio Líquido descolado negativamente de suas dívidas, assim, esta alta me leva a crer mais em apetite por risco do que vontade de ser sócio...