quinta-feira, 19 de junho de 2008

Torquato Neto

Torquato Neto um piauiense arretado, nasceu em 44 e não aguentou a pressão, zuando pra sempre no zênite em 72, aos 28 anos...


Let's play that

Quando eu nasci
um anjo louco muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito louco, torto
com asas de avião
eis que esse anjo me disse
apertando minha mão
com um sorriso entre dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes

Let's play that

Vocês conhecem aquela dos Titães?

"Só quero saber
do que pode dar certo
Nao tenho tempo a perder ..."

Pois também é dele...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Filmes que valeram o ingresso 4 - Imensidão Azul

Não sei se foi o primeiro, mas acho que foi o último filme do Luc Besson, antes dele ficar um pouco americano, é uma filmografia (muito) romantizada da vida de Jacques Mayol, o maior mergulhador em apnéia ( mergulho livre-sem cilindro de O2) de todos os tempos. Tem ainda o Jean Renno, aquele mesmo do filme "O Profissional", dando seu habitual show. Foi graças a este filme que comecei a mergulhar, porém diferente do personagem central, 100% amigo dos peixes, não resisti e arpoei alguns...

Título original: Big Blue/ Le Grand BlueGênero: cinema europeu/biografia romanceadaOrigem/Ano: FRA-EUA-ITA/1988 Duração: 115 min.Direção: Luc BessonElenco: Rosanna Arquette, Jean-Marc Barr, Jean Reno…

A Revolução Industrial e o Brasil

Eric Hobsbawn, em seu livro “Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo” , analisa a origem desta “revolução” em pauta, no capítulo dois - A Origem da Revolução Industrial, começando como condição, determinada acumulação de capital, onde a Inglaterra vinha de “200 anos de desenvolvimento econômico razoavelmente contínuo”¹ , seria então este o pilar, a base de sustentação para o crescimento. Na história brasileira, comparando com fator tempo, o Brasil teria o mesmo tempo não em acumulação, mas em exploração.
Destaco a colocação de que a Inglaterra não era uma economia de mercado, mas sim “formava um único mercado nacional”² , onde a iniciativa privada foi amplamente apoiada pelo Estado, havendo total sinergia entre ambas. Havia um mercado interno conjugado com força produtiva (com um crescimento populacional muito rápido, para os padrões da época) primeiro escoadouro de produção e mercado externo, ancorado pela política governamental. Daí, em relação a força trabalhadora, esquecer a falácia de que foi fator preponderante, pura e simplesmente “sobra” de mão-de-obra, pois se fosse o caso, no Brasil escravocrata haveria Revolução Industrial.
Seja pelos meios políticos, pela guerra ou colonização, a Inglaterra consegue seus mercados externos, vide o caso brasileiro, onde a mesma monopolizou o comércio, assim a Inglaterra subordinou “toda a política externa a objetivos econômicos”³, não só a obtenção de mercados, como a supressão de qualquer tentativa de concorrência.
Passam a existir basicamente dois tipos de países, os que possuem os meios de produção, comunicação e destruição, sim, a força muitas vezes é imprescindível, como instrumento de coerção e os que não possuem e assim estão sujeitos “a suportar a lei dos primeiros”4.
Assim é mantido o balanço de pagamentos inglês, a troca de produtos primários dos países subdesenvolvidos, por produtos manufaturados.
Além do óbvio interesse externo, com a manutenção de nossa dependência5 , o desinteresse interno, ou melhor, o interesse em seus próprios interesses e não os nacionais, mantinha este moto-contínuo comercial, grande diferença entre os interesses brasileiros e ingleses, onde o interesse privado misturava-se invariavelmente ao interesse público, apesar de monarquia, aplicação literal do termo República.

1Hobsbawm, Eric, A Origem da Revolução Industrial, pág. 34
2Hobsbawm, Eric, ob. cit., pág. 37
3Hobsbawm, Eric, ob. cit., pág. 46
4George, Pierre, Difel, Panorama do Mundo Atual, 1976, pág.33
5"(...) A aplicação das (antigas) fórmulas de colonização não mais convinha a países que já tinham conhecido o regime colonial mercantilista (...), a prioridade, então é dada à ação diplomática e à intervenção discreta na vida política dos Estados (...), conjugadas com concessões de créditos (...)" George, Pierre, Ob. Cit., pág.55

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Minhas Primeiras Putas


Num destes dias, no início do ano, logo após meu aniversário, estávamos eu, Evandro e Heitor conversando sobre as putas de jornal, era uma novidade, estavam (pelo menos para a gente) aparecendo os primeiros anúncios de putas, com o título de termas e casas de massagem. Fomos até o boteco, compramos umas fichas de orelhão e ligamos para algumas, para nossa surpresa e tristeza, pois não imaginávamos que era tão caro, uma realidade muito distante das nossas mesadas. Heitor andava conosco, mas sempre foi mais adepto do bloco do eu sozinho, não o critico, cada um na sua. Evandro mais velho nos falou que havia outras piranhas, sem ser as de jornal, que elas ficavam na Vila Mimosa, mas que ele também nunca havia ido lá e nem sabia quanto seria pra dar uma fodida. Bem, resolvemos arriscar, cada um estava mais ou menos com cinco dinheiros (digo dinheiros, pois não lembro a moeda da época, já trocamos tanto, de cruzeiro, para real, para cruzado, para novo cruzado e lá vão outras), pegamos o ônibus, não era longe, ficava perto do centro da cidade, descemos, andamos um pouco e lá estavam, começaram a aparecer umas casas velhas, onde em cada porta e janela via umas mulheres que com certeza não povoava meus sonhos, cada sorriso sem dente não seria uma brochada, somente em função do excesso de hormônio e excitação pela aventura. Evandro, sempre falante e na função de líder de expedição foi até uma das senhoras e perguntou quanto seria o serviço, voltou com uma expressão triste no rosto, nos informando que o preço era de doze dinheiros, mas que a gentil dama faria um desconto, ficando por dez. Nos entreolhamos, pois sabíamos que não conseguiríamos os três foder (o melhor era dizer que seríamos fodidos), Heitor deu a solução, um sorteio, onde o vencedor ficaria com o dinheiro dos demais e entraria pela porta da esperança, solução aprovada rapidamente e ainda daria pra beber uma cerveja num dos pés sujos da redondeza. Entramos, puxamos as cadeiras e a escolha foi feita por meio do "zerinho ou um", onde cada um coloca ou zero, ou um, com a mão, onde quem colocar o numeral diferente é o vencedor. Pedimos a cerveja. Ríamos, tensos e felizes, já nos sentindo homens.
Evandro venceu.
Acho que fiquei feliz, primeiro porque trepar com aquelas mulheres não estava me motivando muito, na minha cabeça, a minha primeira foda deveria ser melhor, o ambiente com certeza era degradante, segundo, porque Evandro era mais meu amigo que Heitor, então que fosse ele o eleito.
Não demorou mais de dez minutos, entre entrar, trepar e sair, não imaginava que seria tão rápido, até porque nos filmes que víamos na sala especial, uma sessão de televisão com filmes de sacanagem nacionais, que passava tarde da noite e ninguém perdia, as trepadas eram muito mais demoradas. Evandro saiu sorridente, nos disse meio sem graça, que enquanto metia, a puta ficou lendo uma revista Manchete e que dava pra escutar o cara ao lado, também trepando, pois a casa era toda dividida por tapumes de uma madeira finíssima.
Na semana seguinte, Seu Arthur, pai do Evandro, me chamou pra conversar e perguntou onde nós estávamos andando?
Respondi que nos mesmos lugares de sempre, por que?
Cuidado, heim, apliquei hoje uma Benzetacil no Evandro (o pai do Evandro era biólogo).
Perguntei o que era isso, Benzetacil?
Ele me disse: O Evandro pegou gonorréia.
Mais uma vez fiquei feliz. Claro que fiquei chateado pelo meu amigo, mas antes ele do que eu. A gonorréia ainda viria bater na minha porta outra vez, o Marco, irmão do Juninho, cinco anos depois desta minha "quase foda", havia comido a sobrinha do Ivan Playboy e passou a visitar o Orlando da farmácia regularmente, quando dois dias antes, eu dentro do carro, havia deixado ela somente chupar meu pau, dando assim sorte mais uma vez, tanto pelo boquete, como por não pegar gonorréia.


terça-feira, 10 de junho de 2008

Antes do Café

Nos ciclos anteriores, açúcar e mineração, temos: "O investimento em capital imobilizado(...) era muito grande e representava pelo menos dois terços do custo de operação..." ¹
Os comerciantes portugueses e holandeses, que financiaram com grande margem de risco, uma estrutura produtora de açúcar e claramente buscaram um grande retorno que viesse a compensar os altos investimentos.
Desta maneira a produção se organizou a manter a máxima rentabilidade, a plantation (grande propriedade, monocultora e escravista), produtora em larga escala destinada ao mercado externo.
A plantation gerou uma alta especialização na produção e uma alta concentração de renda, onde a maior parte ia para o exterior e o (relativamente pouco) que sobrava permanecia no Brasil, na mão dos senhores do engenho.
Assim, esta "sobra", ou o lucro dos produtores era muito menor que o dos comerciantes, com isso, vários foram os engenhos que por conta de falta de capital ou crédito, foram à ruína, falindo, sendo tomados por comerciantes credores e colocados a funcionar com outro dono.

¹Stuart Schwartz e James Lockhart, A América Latina na Época Colonial, pág. 249

Filmes que valeram o ingresso 3 - A última Tentação de Cristo


Cartaz do filme

A última tentação de Cristo

(Scorsese, 1988)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Matemática para o Povo!

Como querer que o povo entenda de macroenonomia, se nem entende de microeconomia, ou seja, olhar um pouco para o próprio bolso, a famosa "Teoria do Consumidor", isto sem levar em conta, que a teoria de Nash (aquele abilolado do filme Uma Mente Brilhante ) tem pouco mais de 50 anos...Ou seja faz pouco que aprendemos a cruzar oferta com demanda...O populacho só quer saber de quanto pode sair do seu bolso, sem nem imaginar o quanto o juros F todo mundo...Vejo (leio) muita bobagem, quanta confusão entre conceitos financeiros, contábeis e economicos, tudo misturado num balaio só, enquanto os doutores vomitam esta "pseudo-economia" goela abaixo de quem nem sabe matemática direito.