sexta-feira, 14 de maio de 2010

Thorstein Veblen, Bucetinhas e A Revolução Marxista

As instituições não são novidade, vide que os economistas clássicos já pensavam claramente em instituições; a escola histórica alemã foi explicitamente institucionalista; e nos Estados Unidos, no começo do Século XX, houve uma escola com esse nome, cujo principal representante foi Thorstein Veblen (este cara aí da foto, parecido com o Tom Selleck-Magnum).

Principal figura, (figura não! Figuraça!) desta Escola, Thorstein Bunde (que de bundão não tinha nada) Veblen foi um filósofo, sociólogo e economista altamente controvertido.

Nasceu em Wisconsin de pais de origem norueguesa. Estudou nas universidades John Hopkins, Cornell e Yale, onde obteve o doutorado em 1884. Veblen trabalhou nas universidades de Chicago (de onde foi expulso por manter relações sexuais com alunas), Stanford (de onde lhe obrigaram a ir embora por sua atitude crítica para com os homens de negócio) e Missouri (desta não foi posto para correr?), sendo que, em nenhum caso, pôde superar o nível de professor auxiliar (porém, com várias bucetinhas no currículo). Apesar de crítico do "stablishment", foi escolhido, por seus colegas de profissão, para a presidência da American Economic Association, provavelmente porque todos também olhavam, para além das curvas de oferta e demanda, olhavam para as curvas (nem tanto, pois sabemos o quanto as americanas pré-silicone são “retas”) das alunas...

Com Veblen, o estudo das instituições ganhou este espaço, por conta de sua importância dada, visto que os homens perceberam com mais clareza que, através delas, podem alcançar resultados sociais e liberdade, o bem-estar e a justiça.

Chang em seu estimulante “Chutando a Escada”, destaca quais seriam as ditas “boas” instituições que levariam (e levaram) ao desenvolvimento, os países hoje assim classificados.

A Escola Institucionalista surge como forma de compreender a interação humana, uma crítica implícita à Escola Neoclássica (e ao laissez-faire). As instituições fornecem sustentação à sociedade, são sistemas de regras estabelecidas e que organizam as interações sociais, mesmo quando as mesmas instituições, restringem (de alguma forma) a interação humana, seja por restrições formais (regras, leis, constituições) ou restrições informais (normas de comportamento, convenções e códigos de conduta auto-impostos).

O Velho Institucionalismo Americano (Old Institutional Economics – OIE), do qual as figuras centrais foram (o citado) Thornstein Veblen e (também) John Commons, destacava a importância central das instituições e da mudança institucional rejeitando o enfoque no indivíduo e dando atenção primordial ao coletivo e na sua preponderância sobre o agente individual, destarte, os próprios mercados deveriam ser vistos como instituições.

Se os primeiros economistas não foram tão bem sucedidos em explicar o que mantém a sociedade unida diante dos interesses divergentes, poderíamos então afirmar que a visão marxista estaria certa, face aos interesses (segundo ele) opostos entre capitalistas e proletariado? Então, nesta mesma linha, por que não houve, então, a revolução também preconizada por Marx, diante da falência (novamente, segundo Marx) inexorável do sistema?

Veblen poderia ser a resposta:

“ As classes mais baixas não estão querendo brigar com as mais altas...não procuram destruir seus dominadores; eles procuram emulá-los(...)seu objetivo não é se livrar de uma classe superior, mas sim ascender até ela...”

Resumidamente, as instituições são importantes para o desenvolvimento econômico porque o Estado, enquanto agente fundamental da ação coletiva é uma instituição (primeira-uma espécie de raiz das demais) capaz de promover uma estratégia de desenvolvimento e ao mesmo tempo ser o “juiz” neste ringue formado entre as classes sociais. Assim, o desenvolvimento econômico será quase invariavelmente fruto de uma estratégia nacional.

3 comentários:

Jens disse...

Além do seu apreço pelas bucetinhas, acho que Veblen acertou na veia nas considerações sobre as aspirações das classe mais baixas. A revolução foi um sonho de verão. Mas que verão - inesquecível.

Um abraço.

Marcelo F. Carvalho disse...

Concordo com Jens. O que as classe baixas querem é mais dindim, carro e praia. O capitalismo deu certo porque o socialismo é impraticável com humanos... hehehe

Euza disse...

Eu tenho que reconhecer, muito a contragosto, que o prof. Marcelo está certissimo!
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Lembra de mim? Nem a minha voz continua a mesma, viu? E ao te ler me sinto escrevendo um monte de besteiras. Por qu será?? rs...
Saudades d'oce, moço! Beijão