
Se bem que se consideramos que a economia começou como ciência com Smith, diríamos que Quesnay era um pré-economista. Ele confeccionou alguns conceitos hoje ultrapassados (porém, outros atualíssimos-no fim do post), como pensar que a riqueza de um país origina-se de sua produção, mas somente a produção agrícola, talvez (obviamente) por conta da economia essencialmente agrícola de sua época, especialmente a economia francesa. Mas foi graças a esta idéia inicial, que Smith teve seu grande insight, de que o trabalho e não a natureza, era a verdadeira fonte de “valia” (idéia esta que passou depois pelo colo de Ricardo, chegando finalmente em Marx), talvez por Smith ter crescido no meio do efervescente comércio inglês, o oposto de Quesnay, vivendo (como já dito) numa economia agrária, francesa.
Mas o que eu quero, verdadeiramente ressaltar são alguns dos trinta axiomas que o médico francês teceu em suas “Máximas Gerais do Governo Econômico de um Reino Agrícola”, escrito em 1767:
XIX
"Que não se acredite que a redução dos preços dos alimentos seja benéfica para as camadas inferiores da população...reduz o salário...diminui bem estar...trabalho...aniquila a renda da nação."
XX
"Que não se reduza o bem estar das classes inferiores dos cidadãos...faria diminuir a renda da nação."
XXVIII
Mas o que eu quero, verdadeiramente ressaltar são alguns dos trinta axiomas que o médico francês teceu em suas “Máximas Gerais do Governo Econômico de um Reino Agrícola”, escrito em 1767:
XIX
"Que não se acredite que a redução dos preços dos alimentos seja benéfica para as camadas inferiores da população...reduz o salário...diminui bem estar...trabalho...aniquila a renda da nação."
XX
"Que não se reduza o bem estar das classes inferiores dos cidadãos...faria diminuir a renda da nação."
XXVIII
"Que a administração das finanças, seja através da cobrança dos impostos, seja através dos gastos governamentais, não acarrete fortunas pecuniárias que subtraiam uma parte de suas rendas à circulação, à distribuição e à reprodução."
XXIX
"Que não se esperem obter recursos para as necessidades extraordinárias de um Estado, senão através da prosperidade da nação, e não através do crédito dos financistas, porque as fortunas pecuniárias são riquezas clandestinas que não conhecem rei ou pátria. "
XXX
"Que o Estado evite os empréstimos que geram rendas financeiras que o sobrecarregam de dívidas devoradoras e ocasionam o tráfico de finanças...”
XXIX
"Que não se esperem obter recursos para as necessidades extraordinárias de um Estado, senão através da prosperidade da nação, e não através do crédito dos financistas, porque as fortunas pecuniárias são riquezas clandestinas que não conhecem rei ou pátria. "
XXX
"Que o Estado evite os empréstimos que geram rendas financeiras que o sobrecarregam de dívidas devoradoras e ocasionam o tráfico de finanças...”
3 comentários:
Oi Renato.
Excelente texto. Com concisão e fluidez consegues transmitir o pensamento de Monsieur Quesnay. Um hábil exercício de didatismo. Abaixo o economês! Parabéns.
Só lamento que as idéias do doutor estejam fora de moda. Seus conselhos são extremamente utéis e pertinentes no mundo de hoje. O Brasil, por exemplo, possivelmente viveria uma outra realidade se o Princípe dos Sociólogos tivesse seguido as máximas 29 e 30.
Um abraço.
Falando em Adam Smith...Por onde anda a "mão invisível da Economia"?
Excelente texto!
Abraços
"Que não se esperem obter recursos para as necessidades extraordinárias de um Estado, senão através da prosperidade da nação, e não através do crédito dos financistas, porque as fortunas pecuniárias são riquezas clandestinas que não conhecem rei ou pátria. ".
Alguma coisa a ver com o tal "capital especulativo" de hoje em dia - que querem agora regular, depois da crise - e que eu tanto ouço falar (mas não entendo "lhufas")?
Ou estou falando besteira?
Um abraço.
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