domingo, 25 de abril de 2010

Desenvolvimento Sustentável

Ilustração de Gérard Dubois, pescada no site: O Silêncio dos Livros

Desenvolvimento sustentável implica usar os recursos renováveis naturais de maneira a não degradá-los ou eliminá-los, ou diminuir sua utilidade para as gerações futuras. O estoque de recursos naturais, não pode declinar ao longo do tempo, ou seja, os recursos utilizados hoje não devem reduzir a renda real no futuro.

Existem basicamente dois grupos de informação e análise a respeito dos conceitos e objetivos do desenvolvimento sustentável, um grupo formado por conceitos emitidos por cientistas (áreas humanas e biológicas), técnicos do governo e políticos, com diversidade de opiniões e soluções para o binômio desenvolvimento/meio ambiente. Outro são as organizações internacionais com enorme capacidade de influenciar políticas, tanto localmente como de forma global.

O crescimento sustentável de um lado é adotado como um objetivo operacional maior, que é consistente duplamente, com a remoção da pobreza e a sustentabilidade e de outro, os conceitos são de certa forma articulados pobremente, tornando difícil definir que tipo de participação levará a que tipo de resultado social e conseqüentemente ambiental.

O empresário, o trabalhador urbano, o trabalhador rural, o burocrata, o ecologista, o político, o tomador de decisão, não tem os mesmos interesses e principalmente as mesmas idéias do que seja desenvolvimento sustentável, assim, o debate inicial hoje faz parte de um novo paradigma a ser alcançado, onde apenas sabemos que o modelo atual de desenvolvimento é incompatível com nossa própria sobrevivência, devemos obter razoável consenso, amplamente entendido e aceito.

Sendo assim, torna-se inexorável elevado grau de responsabilidade sócio-ambiental, por parte de todos, incluindo aí a determinação que o desenvolvimento econômico não pode gerar desigualdades, distorções na distribuição de renda e reconhecer limites a este desenvolvimento, pois a redução da pobreza depende não somente dos limites da natureza, que são reais, mas da nossa capacidade de lidar com eles.


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Desenvolvimento: Inovação, Tecnologia e Schumpeter


3 comentários:

Jens disse...

Oi Renato.
Conciliar responsabilidade sócio-ambiental com as necessidades desenvolvimentistas cada vez mais crescentes da sociedade - aí reside o X do problema. Mesmo sendo um economista de botequim, não me atrevo a opinar.

Um abraço.

Halem Souza disse...

Renato, você escreve:

"O empresário, o trabalhador urbano, o trabalhador rural, o burocrata, o ecologista, o político, o tomador de decisão, não têm os mesmos interesses e principalmente as mesmas ideias do que seja desenvolvimento sustentável"

Eu acredito que nunca haverá um "zona" comum de entendimento entre esses "atores".

Sempre ouço e leio com desconfiança essa expressão "desenvolvimento sustentável": facílima de dizer (e até "conta pontos" na imagem de que a diz) mas, na minha opinião, impossível de ser concretizada.

Renato Couto disse...

Jens
A solução para este problema esta numa outra questão (do próximo post: mais Estado ou menos Estado?
Halem
Talvez sua resposta também esteja no próximo post, afinal, onde todos estes personagens se encontram? E quem os dirije (ou deveria)?