quarta-feira, 2 de julho de 2008

Coca e a "Curva de Demanda Quebrada"

Li no blog do Jean Scharlau:

"Não, é só o Nordeste, onde tudo (exceto os senadores) é mais barato. E o preço na tampa do refri não é fruto de ditadura comunista, é só a velha ditadura do mercado, onde a giga Coca-Cola, para concorrer contra os micros Dore, Simba, Saci, água de coco e sucos naturais, tabelou o preço ao consumidor, o percentual do bodegueiro (seis centavos na pequena), do distribuidor e do fabricante, no melhor estilo Stálin."
*
Na verdade não existe concorrente para a Coca-Cola (talvez a Pepsi, em alguns lugares), ou alguém francamente acha que os guaranás Tobi ou Simba são concorrentes da Coca? Concorrência existe, quando por preços semelhantes você escolhe o produto A ou B pelo seu "diferencial". Este caso específico da Coca colocar preço nas tampas, obrigando a "ponta de venda" a pratica-lo, é um caso típico de "kinked demand curve", que poderíamos fazer uma tradução livre como "curva de demanda quebrada", pulando a explicação matemática(vulgo economês), diz que determinados produtos não são muito sensíveis a variação de preço. Você que almoça todos os dias com uma Coca? Vai passar a beber duas, se o preço abaixar? Este caso de redução, gera apenas um "efeito substituição". Acho que é uma estratégia (não diria suja, mas forte, pelo poder de mercado, traduzindo:MONOPÓLIO) da Coca, para forçar a redução de preço da concorrência e assim "quebrar" quem não aguentar as margens espremidas. Se buscarmos informações neste mercado, provavelmente a Coca deve até estar dando prazo maior que a pseudo-concorrência, fazendo o que for possível para afundar os "nanicos"...Nada legalmente ou economicamente proibido, mas pelo seu tamanho, onde consegue até uma maior "manipulação" da carga tributária (isenção de IPI, IR, Cofins, etc...), como sobreviver sendo micro-empresa?

5 comentários:

loba disse...

Renato, não entendo muito de leis de mercado, etc e tal, mas sem dúvida a coca é um monopólio dos mais fortes.
Tou me lembrando que, tempos atrás, minha escola lançou uma campanha, e teve adesão de muitas outras, de boicote à coca. Claro que foi uma atitude mais simbólica do que efetiva mas tive um puta prazer em estimular o não beber coca por uns dias! rs... Bobice, sem dúvida. Mas eu adoro ter estas crises de bobeira! rs
Beijocas

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Talvez vc não se lembre de mim, mas já foi ao meu blog comentar sobre Blade Runner. Venho de uma operação para a extração de um câncer no útero e preciso reerguer-me. Para tanto, fiz um post sobre Cidadão Kane, dedicado ao nosso querido vampiro, o Ravnos, e há mais coisas lá de que vc vai gostar, como retratos feitos a mão. Apareça:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um beijo,
Renata Maria Parreira Cordeiro

Renato Couto disse...

Loba:
Nas mulheres, até as bobeiras são belas, eu também já tentei parar de beber Coca, mas me dei por vencido (pelo menos reduzi). A Coca tem um Marketing muito agressivo, nas cidades grandes existe a determinação de haver uma logo da Coca a cada 300m...E como sabemos quem alimenta a boca da mídia...Beijos.

Renata(Xará):
Espero que esteja bem, tanto no físico, como na alma, após esta cirurgia, lembro sim, o melhor post sobre Blade Runner que já li e fiquei lhe devendo de ver um filme, quanto a O.W. o que dizer sobre ele? Quando vi um filme (P&B), sobre a transmissão de rádio de "Guerra dos Mundos", fiquei doido...
Beijos.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Renata: Não consigo ler o sue post, me desculpe, é muito longo. Vim agradecer a sua presença no meu Blog nesse momento tão crítico. Não queira saber o que é quimioterapia. Mas deixemos disso. Só posso retribuir a meu modo. Enquanto fico de resguardo, fiz um novo post, As pontes de Madison. Apareça:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um beijo,

Renato Couto disse...

Xará:
Não quero fique enchendo sua paciência com meu economês de botequim, vamos ao cinema (heheh), As Pontes de Madison, é um dos meus "best movies", tanto pelo Clint, como pelo tema (amor), que admito não estar entre meus favoritos no cinema, mas este filme arrebata, vou correndo ler o post...